terça-feira, 19 de julho de 2011

Com o trem nos trilhos


Com o fechamento da janela de transferências nesta quarta-feira (20). o Vasco, com baixo poder de compra no mercado internacional, vai correndo contra o tempo para se reforçar com jogadores “estrangeiros”. O Gigante da Colina apresentou oficialmente hoje o atacante Kim, que estava no Al-Arabi, do Qatar, desde 2008 e agora luta para trazer também o zagueiro Victor Ramos, do Standar Lièdge, da Bélgica, além do experiente zagueiro Renato Silva. Aliada a esses dois reforços, o cruzmaltino conseguiu a manutenção de Éder Luis, Fellipe Bastos e Eduardo Costa. E claro, o retorno do Reizinho, Juninho Pernambucano.


Voltando os olhos para o mercado nacional, muitos jogadores já vem atingindo os sete jogos, o que impossibilitaria uma possível transferência. E ainda há poucas, mas algumas carências no elenco atual vascaíno.


Na minha opinião, a diretoria vem fazendo um bom trabalho mantendo a base e reforçando os setores mais carentes. Apesar de termos a melhor dupla de zaga do Brasil, ao olhar para o banco de reservas, me dá calafrios em pensar na possibilidade de ver Fernando atuando. Mesmo não sendo titular nos últimos anos em seu clube, contar com Victor Costa no banco já é um alívio.


As laterais precisam de reforços. A saída de Ramon deixaria Márcio Careca sozinho na esquerda. Mas a diretoria se mexeu logo e trouxe Julinho, do Avaí, que ainda prefiro não opinar. Na direita, Fágner, em bom nível, está entre os melhores do país. E Allan dá conta do recado quando joga improvisado na posição. Ainda tem o argentino Irrazábal e Max (argh) para a posição.


A zaga titular é a melhor dupla do Brasil (não me canso de repetir). E pode até dispensar Fernando, e deixar meu coração mais ameno. O meio está muito bem servido, obrigado. Apesar de eu sempre defender Diego Souza, que acredito que ainda renderá o que se espera, mereceu ir para o banco. Juninho caiu como uma luva (alguém tinha dúvidas?) e Rômulo vem jogando muito bem. E Bernardo quando entra também deixa sua marca, colocando fogo no jogo.


E o ataque é a maior preocupação da torcida. Éder Luís ainda tem lenha para queimar com a torcida. Decisivo em partidas importantes. Mas Alecsandro vem sendo titular com o nome (qual???) e no banco a única esperança é Élton, que me irrita por ser especialistas em dois quesitos: faltas e impedimentos. Será que Kim aliviará nosso sofrimento? Aguardemos. Porém melhor que Alecsandro aposto 10 por um que será melhor que o cone. E Leandro, apesar de pouco espaço no time principal, também não estimula grande expectativa na torcida.


A diretoria está fazendo bem o seu papel. Só espero três ou quatro grandes nomes para a disputa da Libertadores 2012. Este ano, este elenco, dá muito bem “para o gasto”. Podendo até surpreender no brasileirão e disputar o título. Sul-americana temos time para levar o caneco. Após anos de sofrimento, acredito que o Trem Bala da Colina está de volta ao trilhos rumo as grandes conquistas.


Depois volto. Quero falar também de estrutura.



Até a próxima!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Minhas impressões da final: Vascão campeão!


Passei um bom tempo olhando para a folhinha branca do Word tentando começar a escrever esse post. Não que estou sem ideias, mas sim por serem muitas. Resolvi contar minha emoção ontem, durante os 90 minutos de jogo.


Estava super confiante no título do Vasco na Copa do Brasil 2011, mas sabia que seria pedreira, e foi! Nos meus pitacos como “técnico e comentarista de futebol”, o cruzmaltino teria que fazer um gol até os 20 minutos do primeiro tempo e segurar o ímpeto do Coritiba na base da marcação no meio de campo para frente. O gol saiu aos 11 numa letra?!?! de Alecssandro que interceptou um “chute-torpedo-cruzamento” de Éder Luis. Cenário perfeito e Vasco campeão, na minha percepção de jogo perfeito e tranquilo. Mas os jogadores estavam perdidos! Os do Coxa pareciam dopados, correndo mais que Usain Bolt e a pressão resultou na virada do time verde e branco ainda no primeiro tempo, num placar nada animador, além claro da pressão doida do time paranaense.


O juiz matando vascaínos de raiva, invertendo faltas, marcando outras inexistentes, distribuindo cartões amarelos como um doido para os jogadores vascaínos não contribuía. Segundo tempo e a tensão aumentava. Mas desta vez Éder Luis deixava 16 milhões de torcedores mais tranquilos aos 12 minutos. Nos minutos em diante, os dois times colocaram o coração na ponta da chuteira e partiram para a guerra. Willian colocaria o Coxa novamente à frente no placar aos 21 e a partir daí meus amigos, sofrimento multiplicado por 10000.


Mas os vascaínos que tem na média a minha idade (27 anos) estão acostumados com o sofrimento. Foi assim nas duas partidas finais do Brasileirão de 1997; na semifinal da Libertadores em 1998 no Monumental (Gol do Juninhooooooooooo); e principalmente na Mercosul de 2000, a virada histórica de 4x3 em cima do Palmeiras no Parque Antártica.


Ao apito final do árbitro o grito de campeão - guardado há oito anos na garganta - não conseguiu sair. No chão de joelhos, como quem tira o peso de uma tonelada das costas, saíram foram minhas lágrimas. Oito anos de lágrimas guardadas, sofrendo com diretorias e times medíocres, com zuação de adversários, rebaixamento e todo o resto. Lágrimas que, junto com o título, lavaram a alma de todos os vascaínos! Depois que consegui me levantar, aí sim, a alegria reinou! Com o coração quase explodindo de emoção, extravasei todo meu amor pelo Clube de Regatas Vasco da Gama. Pulando, gritando, abraçando os irmãos sul-paraibanos, e saindo em carreata.


Que noite meus amigos! Estava morrendo de saudades de noites como a de ontem. Eu era tão acostumado a noites como estas, tenho certeza, que a conquista da Copa do Brasil será o divisor de águas para voltarmos a escrever novas histórias gloriosas. Sofrimento agora é página virada!


Parabéns aos guerreiros vascaínos que lutaram e jogaram por nós! Ao goleiro Fernando Prass, meu MUITO OBRIGADO maior! Pois você muralha da colina, é o símbolo máximo de mais essa virada histórica na história do Vascão!


“(...) O Vasco é minha vida, minha história e meu primeiro amigo. E quem não me conhece me pergunta porquê eu te segui (porque eu te amooooooo). Eu trago a Cruz de Malta no meu peito desde que eu nasci! (...)”

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vitória incontestável e o orgulho de volta


É galera. Ontem foi esse o sentimento. Para quem viu times campeões do Gigante da Colina como eu – os de 1997 até 2000 – teve de volta o orgulho de ser vascaíno que há anos estava adormecido. Com um futebol envolvente e empolgante, o time cruzlmaltino concretizou sua vaga na final da Copa do Brasil, contrariando adversários, matemáticos e outros secadores de plantão. Deu gosto de ver o Vasco jogar!


Todo o time jogou de forma esplêndida. Mas vale o merecido destaque para Dedé, Eduardo Costa, Felipe, Éder Luis e principalmente Diego Souza, que justificou a confiança da diretoria e da torcida em sua contratação e deu um verdadeiro show durante os 90 minutos da partida contra o Avaí.


Durante a partida tive a sensação de estar vivendo novamente os anos mais vitoriosos do Gigante da Colina. E que sentimento gostoso. Ver o Vasco jogando com tanta autoridade trouxe a tona na memória os melhores sentimentos quanto ao time que nasci torcendo.


Agora é baixar a empolgação e concentrar para os dois jogos finais da Copa do Brasil que podem declarar o fim de anos de um verdadeiro inferno para nós torcedores da Cruz de Malta. Dois jogos apenas para devolver ao Clube de Regatas Vasco da Gama o seu posto merecido, de time campeão, entre os melhores do país e das Américas, afinal, será nossa chance de voltar aos grandes campeonatos que estávamos acostumados a disputar. Passou da hora de retomar nossa vitoriosa história.


A hora da grande virada na história vascaína é agora. Afinal, derrotas são rapidamente esquecidas quando um time está cercado de glórias.


Vamos com tudo!


Até a próxima!

domingo, 15 de maio de 2011

Por dentro da bola: Opinião: A hora é agora Vascão!

Por dentro da bola: Opinião: A hora é agora Vascão!: "Com o empate de 1x1 com o Atlético Paranaense na última quinta-feira (12) em São Januário, o Gigante da Colina passou para a semi-final da C..."

quinta-feira, 7 de abril de 2011

87 anos da Resposta Histórica



"Rio de Janeiro, 7 de Abril de 1924.
Ofício nr. 261
Exmo. Sr. Dr. Arnaldo Guinle
M.D. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos


As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V.Exa tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama numa tal situação de inferioridade, que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.

Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma por que será exercido o direito de discussão e voto, e feitas as futuras classificações, obrigam-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.

Quanto à condição de eliminarmos doze (12) dos nossos jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.

Estamos certos que V.Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se à AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro de 1923.

São esses doze jogadores jovens, quase todos brasileiros, no começo de sua carreira e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias.

Nestes termos, sentimos ter que comunicar a V.Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.

Queira V.Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever, de V.Exa. At. Vnr. Obrigado


(a) Dr. José Augusto Prestes
Presidente"

segunda-feira, 28 de março de 2011

Enfim, de volta ao reino?

O presidente do Vasco da Gama, Roberto Dinamite, em entrevista ao Globoesporte.com confirma a vinda de Juninho para a Colina no meio do ano. O contrato do meia com o Al Gharafa do Qatar termina em junho. Dinamite afirma que as bases do contrato do jogador com o clube de São Januário já estão prontas e que uma parceria com a empresa Penalty, fornecedora de material esportivo do clube, garante o acordo, sendo que o compromisso financeiro do clube seria mínimo nessa transação. O presidente afirmou ainda que o projeto para repatriar o ídolo da torcida vascaína vai além: quando aposentar as chuteiras, Juninho Pernambucano continuará no Vasco, exercendo alguma função dentro do clube. Nas palavras do presidente, só falta o “sim” do jogador.

Agora vamos analisar com calma. Claro que dirá sim, mas: Juninho já tem 36 anos e vem jogando no Qatar há duas temporadas, onde todos sabem que é somente um jogo por semana e não há treinos. O clube vem tentando há anos, sem sucesso, repatriar o jogador. Quando o Vasco caiu para Série B, Juninho estava deixando o Paris Saint Germain e preferiu seguir para o mundo árabe. As eleições para presidência no Gigante da Colina se aproximam, e Juninho mexe com o orgulho da torcida, boa cartada para Dinamite, que tentará reeleição.


A favor do jogador fica a sua indiscutível posição de ídolo da torcida por tudo que fez e conquistou pelo Gigante da Colina. O amor do jogador pelo time da Cruz de Malta também não se discute. Apesar de ter preferido outros caminhos quando o Vasco mais precisava, Juninho pensou em si, sua família e sua carreira, vitoriosa por onde passou. Poderá não estar em sua melhor forma física, mas é dedicado em campo, assim como Felipe, sempre tira da manga um lançamento, um passe magistral ou uma falta bem batida, desequilibrando qualquer jogo, como fazem os craques.


Não acredito que seja por dinheiro ou simpatia política pelo presidente. Juninho sempre planejou bem sua carreira e sabe que a hora de parar se aproxima. Comenta-se que o meia teria exigido pouco para sua volta, e uma das solicitações seria que o Vasco montasse um elenco competitivo, o que hoje é realidade.


Pelo sim e pelo não, ídolo é ídolo, assim eu penso. Ele pode não jogar todas as partidas; pode ajudar Dinamite a se reeleger; pode (e deve) ter sim um cargo no Vasco após sua aposentadoria. O que passou, passou. Não guardo mágoas. E se alguém ainda quer medir se é boa ou não a volta do Reizinho da Colina, afirmo sem medo de errar que o Vasco só tem a ganhar.


Serão vendidas mais camisas. A torcida comparecerá em maior número aos estádios. Contagiaria o grupo. Ensinará os menos experientes. Trará maior segurança ao time. Na boa? O reizinho tem muito que contribuir com o atual time do Vasco. Não acredito que um craque desaprenda a jogar. Felipe, quando retornou na mesma situação, e há mais tempo no mundo árabe que Juninho, também sentiu a diferença, mas já se enquadrou e vem desequilibrando. Por fim, acredito que Ricardo Gomes ganhará um grande jogador, a torcida terá seu orgulho elevado ao nível máximo novamente e o time um ímpeto a mais no campeonato mais difícil do mundo, o Brasileirão.


Volta reizinho!!!!!


Até a próxima!

domingo, 20 de março de 2011

Vai dar funk!

Desculpem o sumiço galera, mas estou de volta! E meu retorno não poderia ser melhor, com uma vitória do nosso Vascão em um clássico. E que excelente triunfo. Mas não quero falar do jogo, afinal, vascaínos que entram em blogs de vascaínos são fanáticos, e já sabem, viram e leram sobre os 2 x 0 no botinha. Vamos ao que realmente interessa.

Há alguns anos não via o Vasco com um elenco qualificado como o atual. Sempre lutei contra a afirmação de que dizem alguns desde 2009 até hoje que tínhamos um bom elenco. Agora sim, temos um bom elenco. E com esse plantel daremos muito trabalho no brasileirão. Diego Souza tem tudo para se tornar o ingrediente que faltava para o time e ser o novo Edmundo do nosso time da virada, como definiu bem em sua coluna o meu amigo Portuga, em seu Boteco.


Mas nem Edmundo ganhou títulos sozinho pelo Vasco. Vamos analisar aqui os jogadores que considero que elevaram o bando que tínhamos para o patamar de um elenco de respeito. Além do já citado Diego Souza, que com sua entrega dentro de campo e a sua indisposição por derrotas contagiar todo o time, o jovem Bernardo encaixou como uma luva. Pouca idade mas muita raça, combinados com sua grande habilidade com a redonda, Bernardo é o elo perfeito do meio com o ataque. O meio-campo está bem formado, e o experiente Felipe, que está fazendo passes e lançamentos primorosos e deixando seus companheiros na “cara do gol”, ainda ajuda o jovem camisa 31.


Éder Luis não anda de bem com o gol, mas para seu lugar temos Élton, que divide opiniões, e se quer saber a minha, ele é um grande enganador; Leandro, que justifica seu vulgo de guerreiro e é meu preferido para a posição; Alecssandro, que chegou agora mas é matador, aguardemos ele em campo; e Misael, que não perderei meu tempo aqui. Além disso, DS10 pode ser improvisado na posição.


As laterais estão bem servidas, principalmente pelo lado direito. Fagner sempre jogou bem, não há o que discutir também. O Mito da Colina e Anderson Martins seguram bem na zaga e Prass anda dando uns sustos na torcida mas não compromete a longo prazo. Só tenho que implicar com Eduardo Costa. Esse é maluco e bate até na mãe se a pobre em campo entrar. E enfim, temos um técnico inteligente e que monta esquemas táticos modernos.


Meio do ano, divisor de águas!


Agora vamos parar de treinar e vamos pro jogo! O grande problema do Vasco para o campeonato brasileiro deste ano será quando abrir a próxima janela européia de negociações. Podemos perder alguns jogadores importantes como Éder Luis e o que seria pior, Dedé. Não adianta esse papo do Rodrigo Caetano de que o clube não sobrevive sem a venda de jogadores para justificar uma possível saída do Mito. Até entendo, mas acho desnecessário agora. O Vasco enfim tem um grande elenco que resgatou uma esperança de dias melhores em sua torcida (isso aconteceu comigo, e com vocês?). Perder peças principais se tornará um problema ainda maior se estas não forem repostas à altura, e mais uma vez lá se vai a possibilidade de sonhar com algum título importante. Portanto, reforcem o elenco, e se for perder alguém, reponham.


Em um quadro ideal, para mim, seria o Vasco ganhar o Carioca em cima dos mulambos para dar moral para chegar no brasileiro, mas priorizar a Copa do Brasil. Ganhando esta última, a diretoria se sentirá obrigada a reforçar ainda mais o grupo, com isso, os dias de glória voltarão, e os ventos da felicidade soprarão novamente na Colina. Em 2012 jogaremos mais uma Libertadores, chegando pelo caminho mais fácil.


Com o time atual não vejo dificuldades em conseguir essas duas conquistas. Sinceramente, acredito mesmo que podemos dizer: “Agora vai”. Esse time tem tudo para “dar funk”.


“Uh, vai pra cima! É o trem bala da Colinaaaaa”...