É galera. Ontem foi esse o sentimento. Para quem viu times campeões do Gigante da Colina como eu – os de 1997 até 2000 – teve de volta o orgulho de ser vascaíno que há anos estava adormecido. Com um futebol envolvente e empolgante, o time cruzlmaltino concretizou sua vaga na final da Copa do Brasil, contrariando adversários, matemáticos e outros secadores de plantão. Deu gosto de ver o Vasco jogar!
Todo o time jogou de forma esplêndida. Mas vale o merecido destaque para Dedé, Eduardo Costa, Felipe, Éder Luis e principalmente Diego Souza, que justificou a confiança da diretoria e da torcida em sua contratação e deu um verdadeiro show durante os 90 minutos da partida contra o Avaí.
Durante a partida tive a sensação de estar vivendo novamente os anos mais vitoriosos do Gigante da Colina. E que sentimento gostoso. Ver o Vasco jogando com tanta autoridade trouxe a tona na memória os melhores sentimentos quanto ao time que nasci torcendo.
Agora é baixar a empolgação e concentrar para os dois jogos finais da Copa do Brasil que podem declarar o fim de anos de um verdadeiro inferno para nós torcedores da Cruz de Malta. Dois jogos apenas para devolver ao Clube de Regatas Vasco da Gama o seu posto merecido, de time campeão, entre os melhores do país e das Américas, afinal, será nossa chance de voltar aos grandes campeonatos que estávamos acostumados a disputar. Passou da hora de retomar nossa vitoriosa história.
A hora da grande virada na história vascaína é agora. Afinal, derrotas são rapidamente esquecidas quando um time está cercado de glórias.
"Rio de Janeiro, 7 de Abril de 1924. Ofício nr. 261 Exmo. Sr. Dr. Arnaldo Guinle M.D. Presidente da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos
As resoluções divulgadas hoje pela imprensa, tomadas em reunião de ontem pelos altos poderes da Associação a que V.Exa tão dignamente preside, colocam o Club de Regatas Vasco da Gama numa tal situação de inferioridade, que absolutamente não pode ser justificada nem pela deficiência do nosso campo, nem pela simplicidade da nossa sede, nem pela condição modesta de grande número dos nossos associados.
Os privilégios concedidos aos cinco clubes fundadores da AMEA e a forma por que será exercido o direito de discussão e voto, e feitas as futuras classificações, obrigam-nos a lavrar o nosso protesto contra as citadas resoluções.
Quanto à condição de eliminarmos doze (12) dos nossos jogadores das nossas equipes, resolve por unanimidade a diretoria do Club de Regatas Vasco da Gama não a dever aceitar, por não se conformar com o processo por que foi feita a investigação das posições sociais desses nossos consócios, investigações levadas a um tribunal onde não tiveram nem representação nem defesa.
Estamos certos que V.Exa. será o primeiro a reconhecer que seria um ato pouco digno da nossa parte sacrificar ao desejo de filiar-se à AMEA alguns dos que lutaram para que tivéssemos entre outras vitórias a do campeonato de futebol da cidade do Rio de Janeiro de 1923.
São esses doze jogadores jovens, quase todos brasileiros, no começo de sua carreira e o ato público que os pode macular nunca será praticado com a solidariedade dos que dirigem a casa que os acolheu, nem sob o pavilhão que eles, com tanta galhardia, cobriram de glórias.
Nestes termos, sentimos ter que comunicar a V.Exa. que desistimos de fazer parte da AMEA.
Queira V.Exa. aceitar os protestos de consideração e estima de quem tem a honra de se subscrever, de V.Exa. At. Vnr. Obrigado
O presidente do Vasco da Gama, Roberto Dinamite, em entrevista ao Globoesporte.com confirma a vinda de Juninho para a Colina no meio do ano. O contrato do meia com o Al Gharafa do Qatar termina em junho. Dinamite afirma que as bases do contrato do jogador com o clube de São Januário já estão prontas e que uma parceria com a empresa Penalty, fornecedora de material esportivo do clube, garante o acordo, sendo que o compromisso financeiro do clube seria mínimo nessa transação. O presidente afirmou ainda que o projeto para repatriar o ídolo da torcida vascaína vai além: quando aposentar as chuteiras, Juninho Pernambucano continuará no Vasco, exercendo alguma função dentro do clube. Nas palavras do presidente, só falta o “sim” do jogador.
Agora vamos analisar com calma. Claro que dirá sim, mas: Juninho já tem 36 anos e vem jogando no Qatar há duas temporadas, onde todos sabem que é somente um jogo por semana e não há treinos. O clube vem tentando há anos, sem sucesso, repatriar o jogador. Quando o Vasco caiu para Série B, Juninho estava deixando o Paris Saint Germain e preferiu seguir para o mundo árabe. As eleições para presidência no Gigante da Colina se aproximam, e Juninho mexe com o orgulho da torcida, boa cartada para Dinamite, que tentará reeleição.
A favor do jogador fica a sua indiscutível posição de ídolo da torcida por tudo que fez e conquistou pelo Gigante da Colina. O amor do jogador pelo time da Cruz de Malta também não se discute. Apesar de ter preferido outros caminhos quando o Vasco mais precisava, Juninho pensou em si, sua família e sua carreira, vitoriosa por onde passou. Poderá não estar em sua melhor forma física, mas é dedicado em campo, assim como Felipe, sempre tira da manga um lançamento, um passe magistral ou uma falta bem batida, desequilibrando qualquer jogo, como fazem os craques.
Não acredito que seja por dinheiro ou simpatia política pelo presidente. Juninho sempre planejou bem sua carreira e sabe que a hora de parar se aproxima. Comenta-se que o meia teria exigido pouco para sua volta, e uma das solicitações seria que o Vasco montasse um elenco competitivo, o que hoje é realidade.
Pelo sim e pelo não, ídolo é ídolo, assim eu penso. Ele pode não jogar todas as partidas; pode ajudar Dinamite a se reeleger; pode (e deve) ter sim um cargo no Vasco após sua aposentadoria. O que passou, passou. Não guardo mágoas. E se alguém ainda quer medir se é boa ou não a volta do Reizinho da Colina, afirmo sem medo de errar que o Vasco só tem a ganhar.
Serão vendidas mais camisas. A torcida comparecerá em maior número aos estádios. Contagiaria o grupo. Ensinará os menos experientes. Trará maior segurança ao time. Na boa? O reizinho tem muito que contribuir com o atual time do Vasco. Não acredito que um craque desaprenda a jogar. Felipe, quando retornou na mesma situação, e há mais tempo no mundo árabe que Juninho, também sentiu a diferença, mas já se enquadrou e vem desequilibrando. Por fim, acredito que Ricardo Gomes ganhará um grande jogador, a torcida terá seu orgulho elevado ao nível máximo novamente e o time um ímpeto a mais no campeonato mais difícil do mundo, o Brasileirão.
Desculpem o sumiço galera, mas estou de volta! E meu retorno não poderia ser melhor, com uma vitória do nosso Vascão em um clássico. E que excelente triunfo. Mas não quero falar do jogo, afinal, vascaínos que entram em blogs de vascaínos são fanáticos, e já sabem, viram e leram sobre os 2 x 0 no botinha. Vamos ao que realmente interessa.
Há alguns anos não via o Vasco com um elenco qualificado como o atual. Sempre lutei contra a afirmação de que dizem alguns desde 2009 até hoje que tínhamos um bom elenco. Agora sim, temos um bom elenco. E com esse plantel daremos muito trabalho no brasileirão. Diego Souza tem tudo para se tornar o ingrediente que faltava para o time e ser o novo Edmundo do nosso time da virada, como definiu bem em sua coluna o meu amigo Portuga, em seu Boteco.
Mas nem Edmundo ganhou títulos sozinho pelo Vasco. Vamos analisar aqui os jogadores que considero que elevaram o bando que tínhamos para o patamar de um elenco de respeito. Além do já citado Diego Souza, que com sua entrega dentro de campo e a sua indisposição por derrotas contagiar todo o time, o jovem Bernardo encaixou como uma luva. Pouca idade mas muita raça, combinados com sua grande habilidade com a redonda, Bernardo é o elo perfeito do meio com o ataque. O meio-campo está bem formado, e o experiente Felipe, que está fazendo passes e lançamentos primorosos e deixando seus companheiros na “cara do gol”, ainda ajuda o jovem camisa 31.
Éder Luis não anda de bem com o gol, mas para seu lugar temos Élton, que divide opiniões, e se quer saber a minha, ele é um grande enganador; Leandro, que justifica seu vulgo de guerreiro e é meu preferido para a posição; Alecssandro, que chegou agora mas é matador, aguardemos ele em campo; e Misael, que não perderei meu tempo aqui. Além disso, DS10 pode ser improvisado na posição.
As laterais estão bem servidas, principalmente pelo lado direito. Fagner sempre jogou bem, não há o que discutir também. O Mito da Colina e Anderson Martins seguram bem na zaga e Prass anda dando uns sustos na torcida mas não compromete a longo prazo. Só tenho que implicar com Eduardo Costa. Esse é maluco e bate até na mãe se a pobre em campo entrar. E enfim, temos um técnico inteligente e que monta esquemas táticos modernos.
Meio do ano, divisor de águas!
Agora vamos parar de treinar e vamos pro jogo! O grande problema do Vasco para o campeonato brasileiro deste ano será quando abrir a próxima janela européia de negociações. Podemos perder alguns jogadores importantes como Éder Luis e o que seria pior, Dedé. Não adianta esse papo do Rodrigo Caetano de que o clube não sobrevive sem a venda de jogadores para justificar uma possível saída do Mito. Até entendo, mas acho desnecessário agora. O Vasco enfim tem um grande elenco que resgatou uma esperança de dias melhores em sua torcida (isso aconteceu comigo, e com vocês?). Perder peças principais se tornará um problema ainda maior se estas não forem repostas à altura, e mais uma vez lá se vai a possibilidade de sonhar com algum título importante. Portanto, reforcem o elenco, e se for perder alguém, reponham.
Em um quadro ideal, para mim, seria o Vasco ganhar o Carioca em cima dos mulambos para dar moral para chegar no brasileiro, mas priorizar a Copa do Brasil. Ganhando esta última, a diretoria se sentirá obrigada a reforçar ainda mais o grupo, com isso, os dias de glória voltarão, e os ventos da felicidade soprarão novamente na Colina. Em 2012 jogaremos mais uma Libertadores, chegando pelo caminho mais fácil.
Com o time atual não vejo dificuldades em conseguir essas duas conquistas. Sinceramente, acredito mesmo que podemos dizer: “Agora vai”. Esse time tem tudo para “dar funk”.
“Uh, vai pra cima! É o trem bala da Colinaaaaa”...
Já não é de hoje que uma crise assola o Vasco da Gama. Há anos o clube tem o “poder” de criar suas próprias crises. Elas surgem internamente, muitas vezes, quase sem explicação. Não é regra somente da diretoria atual, a gestão do presidente anterior também tinha esse péssimo “dom”. No fim das contas, quem perde é a instituição e os torcedores.
Não sou nenhum aficionado pela política do clube. Para falar a verdade, como só escrevo como torcedor, retirando a minha vestimenta de jornalista, e que acompanha de longe o que acontece com o clube e com o time, sem o privilégio de jornalistas esportivos que cobrem o Gigante da Colina, só sei o que a imprensa passa, e posso me dar o direito em opinar sobre o assunto.
E lá vai a opinião deste torcedor blogueiro (não leia em hipótese alguma jornalista): O Vasco precisa de uma diretoria que trabalhe para o time e pela instituição. Precisamos de dirigentes sérios, comprometidos somente com resultados. As pessoas que gerenciam a instituição devem ter a única preocupação de formar um time vencedor.
Desde que Eurico Miranda e Dinamite travaram guerras sobre a política do clube, o torcedor passou a ter ainda mais essa preocupação, quando na verdade, na minha humilde opinião, deveria se preocupar somente se o time ganhou ou perdeu, se vai chegar ao título ou não. E se a resposta for negativa, cobrar empenho do time ou cobrar reforços da diretoria e ponto final, sem levantar bandeira de político algum e debater o que não deveria nem estar em sua pauta.
O que mais se vê hoje em dia é torcedor do Vasco discutindo sobre as eleições do clube. Briguinhas inúteis que não levam a nada. A torcida fica se dividindo entre grupos de candidatos A, B ou C. Essa guerra idiota de grupos políticos enraizou-se na torcida e esta está rachando aos poucos. Acredito que nenhum torcedor deixará de ser vascaíno se o candidato a quem é simpático sair derrotado das eleições. Porém, independente do resultado nas urnas, o debate político será ainda mais alimentado, principalmente quando os resultados em campo são ruins, e o clube também sai perdendo nesta.
Quando Eurico candidatou-se, a torcida o embalava, daí vieram os maus resultados, e o herói fez-se vilão. O salvador seria Dinamite, e mais uma vez o efervescente debate político aflora; este ganhou nas urnas, mas os títulos também não vieram. Para mim, isso só demonstra que as prioridades do torcedor estão, no mínimo, distorcidas. Pode parecer até contraditório agora, visto que várias críticas foram feitas neste mesmo blog à administração atual, mas independente de quem ganhe as eleições ou esteja na gestão do Clube de Regatas Vasco da Gama, desejo que passe despercebido perante as conquistas do time. Estou me excluindo o direito aos posts com críticas aos políticos da instituição neste momento. O brilho deve ser somente para a instituição e para um elenco vencedor. Presidente nenhum entra em campo, seja para ajudar ou atrapalhar em uma partida. O que quero mesmo é uma diretoria comprometida somente com títulos. Não quero ficar escrevendo sobre os homens de terno e gravata e sim sobre os de chuteira. Fiz esse blog no intuito de falar sobre o time, o clube, e não sobre homens que nem vejo bater um lateral sequer quando estou sofrendo ou comemorando um resultado do TIME em campo.
Chega de se preocupar com quem não deveria nem ser conhecido pelo torcedor. Quero escrever sobre o time, e que os holofotes estejam sempre voltados para as estrelas do gramado, e não para as sociais.
E o Vasco voltou a vencer. Uma vitória convincente ontem contra o Americano em São Januário serviu para dar ânimo à equipe que estava cabisbaixa e apática. Boas atuações de jogadores que vinham mal, como Fernando Prass (que pegou até pênalti) , Dedé (que fez um golaço de falta) e Ramon (que acertou cruzamentos e saiu aplaudido pela torcida) demonstram que o time caminha para se acertar em campo. Na partida já deu para perceber também que o rápido trabalho de Ricardo Gomes já faz efeito; o time teve mais disciplina tática e o melhor; vontade de vencer.
Nada como uma vitória convincente para acalmar o elenco e dar um pouco de sossego para a torcida, que levou faixas de protesto para a partida pedindo jogadores de peso e, principalmente, para a diretoria “Pensar grande e agir como gigante”. Nada mais justo pelo momento que estávamos enfrentando.
O time enfim reencontrou o caminho das vitórias. Mas ainda não é um grande elenco. Para o Carioca pode ser que “dê para o gasto”, não mais que isso. A vitória de ontem já nos deixa com um esboço de alegria; um sorriso maroto no canto da boca. O Vasco é maior que isso. A torcida quer soltar o grito de campeão entalado há anos, e para tal, um elenco que condiz com o tamanho do clube se faz necessário e urgente.
No mais, espero que ontem tenha sido o início da reviravolta do time da virada!
Jornalista e apaixonado pelo Vasco da Gama, tento postar aqui minhas avaliações, críticas, sugestões, crônicas e tudo o mais sobre o Gigante da Colina!